Ratos

novembro 7, 2009 às 22:57 | Publicado em Uncategorized | 7 Comentários

Asco. Nojo. Pavor!

peste

praga

Ratos.

Existem e andam brincantes entre nós: roem, sujam e ainda fazem gracinhas. Em todo canto tem, se alimentam das sobras… a presença deles em nosso meio é constante pelas condições favoráveis de permanência e proliferação, disponibilidade de alimento, água e abrigo.

Maldade. Ira. Socorro!

Ladrões.

Ratos são pragas descontroladas, o que se faz é acreditar que estamos a salvo. Até aparecer um pra te assustar, pra te render, pra te roubar.

Homem. Animal. Bicho!

Aprontam, pintam e bordam. Depois eles se escondem, eles se entocam.

Ladrões.

Ratos.

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Natureza

outubro 24, 2009 às 11:28 | Publicado em Uncategorized | 1 Comentário

Sim, claro… natureza, vida, oxigênio, respiração, sol, lua…
Dormir, acordar… olhar pro relógio, correr atrasado, desmarcar compromissos, resolver outros problemas, dar o melhor de si. Pra quem? Por um salário volátil no fim do mês? Não! Não pode ser apenas isso.

Sorria!

O bom de andar é sentir as pernas, os músculos, o movimento. O melhor do percurso é viver o caminho, não dá pra resumir tudo a uma única coisa, ainda mais tratando-se do dia-a-dia, às vezes é bom simplesmente curtir a natuzera, surpreender-se com ela.

ABOUT ME

agosto 14, 2009 às 00:04 | Publicado em Verdade | 8 Comentários

Há semanas amigos me dizem pra dar uma atualizada por aqui, ultimamente os dias estão bastante corridos e os planos para o futuro são sim os melhores possíveis, mas às vezes é tão bom pensar no passado que resolvi contar um pouco do que já fiz.

A Escola Tenente Rêgo Barros foi berço de grandes acontecimentos pra mim, especialmente entre 2002 e 2004, pois foi nesse período que eu descobri algo em mim que me empolgaria em dedicações pelo resto da minha vida, falar em público! Me tornei apresentadora de um programa divertido nos intervalos das aulas com uma caixa amplificadora, um microsystem e um microfone, alguns CDs de colegas… Era o “Quinta – Cultural”, que acontecia no palco do Jardim Tropical todas as quintas-feiras.

Já em abril de 2002 recebi o convite para fazer parte do Centro Cívico Estudantil como Diretora Sócio-Cultural, o que me possibilitou a publicação de artigos no Jornal Contato Companheiros – de circulação escolar; e também algumas ações sociais de ajuda, por exemplo, à Creche Icuí Laranjeiras, num dos bairros mais pobres de Belém-PA.

Em 2003 tornei-me Vice-Presidente do Centro Cívico Estudantil e tive a oportunidade de publicar meu primeiro livro, intitulado “Enigmas do Coração”, em conjunto com mais três amigos, também autores de belíssimos contos, poemas, sonetos…

Neste mesmo ano participei algumas vezes de um programa de rock na Rádio (pirata) Cidade Livre FM com os amigos Thiago e João.

Em janeiro de 2004 eu já era Presidente do Centro Cívico da Escola Tenente Rêgo Barros e coordenava algumas atividades na escola como jogos internos, festas, campeonatos, premiações… Inclusive escrevi alguns poemas que foram usados pela Diretoria na Agenda Escolar 2004. Todos veriam as publicações dos autores de “Enigmas do Coração”. Foi muito legal!

Ainda em 2004, mais especificamente em julho, fui convidada para apresentar o Programa Bom Dia Belém, na Rádio Comunitária Belém FM, junto com o amigo locutor Ubiracir Carvalho. Meu desempenho surpreendeu o apresentador do programa seguinte, Daniel Ribeiro, que me convidou para apresentar, junto com ele, o Programa Agita Belém, que abraçava todos os ritmos musicais.

Mas rapidamente, em agosto de 2004, conquistei liberdade na programação e optei por apresentar um programa mais voltado para o rock, o pop e à música eletrônica. Participavam comigo os locutores Antônio Dias e Cezar Monteiro, juntos agitávamos as noites de segunda a sábado, das 20 às 23 horas. O programa teve o apoio cultural da Ótica Popular, que se localizava bem próximo à Rádio. Só que por problemas de pagamento do patrocinador, tivemos que reorganizar. Coisa comum na época, ainda mais em rádio comunitária.

Na metade de setembro fui chamada para apresentar um “showmício”, junto com Antônio Dias, no bairro da Sacramenta para o candidato a vereador pelo Partido Verde, Fabrício Gama. Foi muito bom e gratificante sentir o reconhecimento pelo meu trabalho nesta ocasião. Além de muito divertido, falar alguma coisa agitando as mãos e ver o povo balançando bandeiras!

Bom, em 2005 passei a trabalhar como Assessora de Imprensa do fotógrafo Paulo Bordallo em Belém-PA. Eu escrevia os textos pras fotos que ele fazia em eventos da coluna social de fulano de tal, esqueci pra quais jornais eram, ou sites, etc…

Em 2005/2006 trabalhei no jornal impresso Potiguar Notícias, em Natal – Rio Grande do Norte. Eu fazia parte do departamento comercial e marketing, vendendo os espaços disponíveis para grandes anunciantes. Talvez pudesse publicar minhas poesias num espaço dedicado, mas logo voltei a morar em Belém.

Natal-RN

Natal-RN

De setembro de 2006 a janeiro de 2008 fui locutora da Rádio Jovem Pan Belém. Fazia os flashes ao vivo das lojas, das baladas, das ruas, falava de promoções, dava dicas, entrevistava artistas como Luigi Barriccelli, o pessoal do Programa Pânico: Cristian Pior, Carioca… Era no programa Sequência Máxima que eu distribuia prêmios aos ouvintes de carro adesivado que paravam comigo no Pan Móvel que circulava pelas ruas das 18h às 19h de segunda a sexta na apresentação de Janjo Proença, Juliana Faria e os agitos do DJ Halden Boy. Muito bom! Oportunidade dada pelo então diretor JP, Mauro Cleber. Valeu, chefia! 😉

JornalAmazônia

JornalAmazônia

Recebi uma excelente proposta da Rádio Liberal FM e no dia 01 de fevereiro de 2008 passei a apresentar de segunda a sexta o Programa da Galera, acompanhei o crescimento e as mudanças da rádio que se tornou uma das mais bem vistas da cidade, aliás, do Estado. Hoje abrange mais de 84 municípios paraenses em rede, cerca de 4 milhões de ouvintes, isso sem falar no alcance pela Internet no site www.radioliberal.com.br . Apresento o programa Top Liberal das 20h às 22h de segunda a sexta, o Good Times das 22h às 00h de segunda a quinta e o Liberal Dancing Club aos sábados, das 22h às 00h com produção e mixagens do DJ Alfredo Abitbol.

Formada em Gestão de Marketing pela Universidade Paulista – UNIP; atualmente cursando Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Faculdade do Pará – FAP(Estácio de Sá) que me presenteou com um notebook pela minha redação no referido vestibular, e eis que o uso para criar mais este texto em meu blog.

Participei do lançamento da Rádio FAP, e palestrei acerca do Radiojornalismo no II Seminário de Jornalismo da instituição logo no primeiro semestre de 2009.

Gravei em julho/agosto de 2009 as chamadas do Jornal O Liberal na TV Liberal, que ia ao ar com as manchetes do impresso durante os intervalos da novela Caminho das Índias. Experiência enriquecedora!

Ah, também escrevo uma coluna pra um site de balada da cidade, o www.tevinafarra.com.br.

Hoje, 24 anos, bem-sucedida, feliz!!!

Flávio Ribeiro

julho 18, 2009 às 23:53 | Publicado em Verdade | 9 Comentários

Depois de muito tempo, esta semana sonhei com meu pai.

Eu estava em nossa casa de Natal-RN procurando por ele,
quando então ele veio dirigindo o carro.
Ao me ver, deu-me seu melhor sorriso… minha mente ainda repleta de questionamentos bastante pessoais se apressou em fazer-lhe perguntas, muitas perguntas.

Coisas além da vida após a morte, eram as coisas que ainda tínhamos para acertar enquanto em vida, problemas para resolver e todas as formas de porquês pra verbalizar, seja pra entender ou fosse pra explicar.

Afiei a língua e quando ia começar a dizer-lhe todas as minhas coisas de uma vez antes de acordar, ele me abraçou. Foi o melhor abraço do mundo subconsciente!

Desmoronei.

Chorei tanto que nem sei, mas babava em seu ombro, tremia dos pés ao queixo, sentia o alto da cabeça arrepiar-se fio a fio. Tentei escorregar de seus braços depois de bons e inesquecíveis minutos daquele tão sereno abraço, para olhar em seu rosto e poder dizer as frases que a essa altura já estavam bem confusas na minha mente, mas ele segurava minha cabeça recolocando-a em seu peito… lá eu estava chorando em seu ombro de novo.

Era um abraço de saudades de mim,
de consolo pela ausência,
de parabéns pelas minhas conquistas,
de ‘te amo, minha filha’.

Eu também te amo, pai… vem mais vezes me abraçar? :,(

Cecília Meireles: Escola de bem-te-vis

junho 25, 2009 às 11:45 | Publicado em Grandiosos e Memoráveis | 3 Comentários

Vi!Muita gente já não acredita que existam pássaros, a não ser em gravuras ou empalhados nos museus – o que é perfeitamente natural, dado o novo aspecto da terra, que, em lugar de árvores, produz com mais abundância blocos de cimento armado. Mas ainda há pássaros, sim. Existem tantos, em redor da minha casa, que até agora não tive (nem creio que venha a ter) tempo de saber seus nomes, conhecer suas cores, entender sua linguagem. Porque evidentemente os pássaros falam. Há muitos, muitos anos, no meu primeiro livro de inglês se lia: “Dizem que o sultão Mamude entendia a linguagem dos pássaros…”

Quando ouço um gorjeio nestas mangueiras e ciprestes, logo penso no sultão e nessa linguagem que ele entendia. Fico atenta, mas não consigo traduzir nada. No entanto, bem sei que os pássaros estão conversando.

O papagaio e a arara, esses aprendem o que se lhes ensinam, e falam como doutores. E há o bem-te-vi, que fala português de nascença, mas infelizmente só diz o seu próprio nome, decerto sem saber que assim se chama.

Anos e anos a fio, os bem-te-vis do meu bairro nascem, crescem, brigam, falam… – depois deixam de ser ouvidos: não sei se caem nas panelas dos sibaritas, se arranjam emprego, se viajam, se tiram férias, se fazem turismo. Não sei.

Mas, enquanto andam por aqui, são pacientemente instruídos por seus pais ou professores, e parece que, tão cedo começam a voar, já vão para as aulas, ao contrário de muitas crianças que antes de irem para as aulas já estão voando.

Os pais e professores desses passarinhos devem ensinar-lhes muitas coisas: a discernir um homem de uma sombra, as sementes e frutas, os pássaros amigos e inimigos, os gatos – ah! principalmente os gatos… Mas essa instrução parece que é toda prática e silenciosa, quase sigilosa: uma espécie de iniciação. Quanto a ensino oral, parece que é mesmo só: “Bem-te-vi! Bem-te-vi”, que uns dizem com voz rouca, outros com voz suave, e os garotinhos ainda meio hesitantes, sem fôlego para três sílabas.

Antigamente era assim. Agora, porém, as coisas têm mudado. Certa vez, quando pai ou professor ensinava com a mais pura dicção: “Bem-te-vi!” – o aluno, preguiçoso, relapso ou turbulento, respondeu apenas: “Te-vi!”. Grande escândalo. Uma pausa, na verde escola aérea. “Bem-te-vi! Bem-te-vi!”, tornou o instrutor, com uma animação que se ia tornando furiosa. Mas os maus exemplos são logo seguidos. E a classe toda achou graça naquela falta de respeito, naquela moda nova, naquela invenção maluca e foi um coro de “Te-vi! Te-vi! Te-vi!”, que deixou o próprio eco muito desconfiado.

Essa revolução durou algum tempo. A passarinhada vadia pulava de leste para oeste a zombar dos mais velhos. “Bem-te-vi!”, diziam estes, severos e puristas, tentando chamá-los à razão. “Te-vi! Te-vi!”, gritavam os outros, galhofeiros, revoltosos, endoidecidos.

Passou-se o tempo necessário ao aparecimento de uma nova geração. E então foi sensacional! Os passarinhos mais recentes ouviam aquele fraseado clássico dos avós: “Bem-te-vi! Bem-te-vi!” – e deviam achar aquilo uma língua morta: o latim e o sânscrito lá deles. Depois, ouviam a abreviatura dos pais: “Te-vi! Te-vi!”. Mas acharam muito comprido ainda. (Que trambolho, a família!) E passaram a responder, por muito favor, “Vi! Vi!” Muito mais econômico. Afinal, pelos ares não voam mais anjos e sim aviões a jato…

“Bem-te-vi!”, exclamam os anciãos, com sua dignidade ofendida. “Te-vi!”, respondem os filhos revoltosos. E os netos, meio chochos: “Vi!Vi!”

Quanto aos bisnetos, vamos ver o que acontecerá. Talvez os professores mudem de método. Talvez mude o ministro. Talvez os tempos sejam outros, e a passarinhada volte a ser normal, ou deixe de falar, só de pirraça, ou invente – quem sabe? – uma expressão genial. E também pode ser que não haja mais bem-te-vis.

Nada mudou

junho 23, 2009 às 13:36 | Publicado em Verdade | Deixe um comentário
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“O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira(17/06), que é inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo e registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício da profissão de jornalista.”
 
Assim como temos mestres de obras em construção, temos os Engenheiros.
Teremos os articulistas e os Jornalistas.

Dia dos Namorados

junho 12, 2009 às 00:02 | Publicado em Respirativas, Verdade | 2 Comentários
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Nas mãos...

Nas mãos...

Felicidades a todos os casais!

É tão pouco dizer isso… mas o que mais posso falar?

Dizer o que esses casais já sabem, por exemplo, o quanto é bom estar apaixonado e sentir a reciprocidade do amor… ter alguém com quem se pode contar de verdade, pra sorrir e pra chorar. Isso é tão bastante que às vezes parece não bastar.

Eu nem queria tocar num assunto tão delicado num dia ainda mais, mas a infidelidade é um ponto tão recorrente no relacionamento que é quase impossível conseguir idealizar o namoro numa perspectiva totalmente perfeita hoje em dia. Que atire a primeira pedra aquele(a) que nunca traiu.

Tudo bem, tá bom… não é só porque eu estou solteira há dois anos que eu vou ficar jogando minhas pedras nos casais que passam, vão e voltam de mãos dadas por aqui, por ali, por lá… Mas este é um dia em que se pode olhar pra si e para o seu lado, quem lhe vê pupila-a-pupila, estufar o peito e fazer uso do que nos traz ao entendimento da palavra respeito, nada mais do que justo.

Não estou nem especificando ele ou ela, até porque não cabe a quem está de fora perceber, saber, intrometer; entretanto verdade seja dita, pelo menos daí, de dentro de você, que não é admissível dizer “eu te amo” sem o devido respeito à pessoa amada.

Felicidades a todos os casais!

Se ainda é pouco eu não sei, mas o bom do amor é, além do perdão, o recomeço. Aquele crédito na manga, é o abraço com carinho que se recebe e esquece da crise que assola mundo a fora. O amor surpreende!

Pense nele(a) neste momento, invente alguma boa forma de surpreendê-lo(a), arrancar-lhe seus melhores sorrisos… sim, aqueles sorrisos que se eternizam em sua memória, dos quais você acorda lembrando até do som da gargalhada mais perfeita do mundo! A beleza em pessoa que você tem nos braços, que você tem no coração, que você, por vezes, tem na palma da mão… no melhor sentido possível.

Ter alguém nas mãos é entregar-se às mãos. O sentimento cresce, o destino cumpre, o amor aperfeiçoa.

Feliz Dia dos Namorados!

Francamente…

maio 29, 2009 às 21:24 | Publicado em Verdade | 1 Comentário
¬¬

¬¬

O erro parte mais da conveniência e do conforto de não tentar
do que propriamente do erro que provém de uma tentativa frustrada,
porque se foi possível tentar, mesmo que errando da primeira vez,
há ainda possibilidades de novas tentativas…
com menos chances de erros e mais de acertos
pra chegar em sintonia ao ponto desejado.

Francamente.

Isso é tão óbvio que se torna engraçado, muitos escrevem isso,
muitos usam suas palavras pra definir:
por onde, com quem e por que motivos passaram por suas experiências.

Francamente!

É, no fundo, todo esse conjunto que acaba por formar,
na íntegra, o corpo biopsicosocial de cada um.
A imagem que se assume parte mais da que projetamos em nosso interior comportamental
do que da ligeira visão de quem olha de longe, de fora…
não percebe e nem vê quais os tipos de coisas que acontecem aqui dentro.

Francamente?

Não é verdade o que dizem que “quem vê de fora, vê melhor”,
não mesmo!
Se fosse, estaríamos perdidos em perceber que nos percebem por inteiro
e como um todo, sem permissão nenhuma pra isso.

Parabéns!

abril 5, 2009 às 00:00 | Publicado em Comemorações e Homenagens | 1 Comentário
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Hoje, 04 de abril de 2009, é aniversário da rádio onde eu trabalho desde 1º de fevereiro de 2008.

Rádio Liberal FM – 97,5 MHz – www.orm.com.br/radio

Hoje, com grande festa, todos os funcionários e colaboradores comemoram os 27 anos de sucesso desta emissora que recentemente ganhou uma abrangência espetacular pelo Estado do Pará afiliando rádios de cidades muito importantes, como é o caso de Soure em 104,7 MHz, de Castanhal em 94,1 MHz, de Itaituba em 101,7 MHz e Marabá em 93,9 MHz todas alcançando juntas, em rede, uma população de cerca de 3.816.279 ouvintes, em 84 municípios. As afiliadas permanecem com sua programação local das 08h às 14h.

Liberal FM  – Sempre Ligada em Você!

Novos estúdios panorâmicos, estilo vitrine, mais uma pra embelezar ainda mais a avenida Bráz de Aguiar, conhecida por sua louvável extenção em opções de lojas, restaurantes, bares, etc.

Isso sem mencionar a Rádio Liberal CBN, que também entrou no roll. Agora somos FM, AM e CBN, esta última é ‘A rádio que toca notícia’.

Faço parte desta programação apresentando os seguintes programas ao vivo:

TOP LIBERAL de segunda a sexta, das 20h às 22h.
GOOD TIMES de segunda a quinta, das 22h às 00h.
LIBERAL DANCING CLUB todo sábado das 22h às 00h.

Aqui registro meus parabéns e agradecimento à minha atual emissora e a todos os responsáveis por todo este sucesso: diretoria, produção, marketing, locutores e a você ouvinte, sem você, nós não teríamos tanto pra compartilhar tão alegremente assim!

Partilhei de alegrias muito boas também nos aniversários de minhas antigas emissoras como é o caso da Rádio Belém FM e Rádio Jovem Pan, mas depois conto um pouco mais da história de cada uma delas, mesmo acreditando que muitas já saibam de boa.

Vou postar agora, enquanto ainda é 4 de abril.

Beijos!

Parabéns!

E até a próxima =D

Livro: A TENDA, autora Margaret Atwood.

março 28, 2009 às 05:38 | Publicado em Grandiosos e Memoráveis | 1 Comentário

“Eu ganhei uma voz. Era isso que as pessoas diziam a meu respeito. Eu cultivava a minha voz, porque seria uma pena desperdiçar um dom desses. Imaginava essa voz como uma planta de estufa, algo exuberante, com folhagens luzidias e a palavra ‘tuberoso’ no nome, e um perfume almiscado à noite. Eu cuidava para que a voz fosse mantida na temperatura certa, no grau certo de umidade, no ambiente certo. Apaziguava os seus temores; dizia a ela para não temer. Eu a alimentava, eu a treinava, eu a via subir por dentro da minha garganta como uma trepadeira.

A voz vicejava. As pessoas diziam que eu tinha me transformado na minha voz. Em breve eu era requisitada, ou melhor, minha voz era. Nós íamos a toda parte juntas. O que as pessoas viam era a mim, o que eu via era a minha voz, inchando na minha frente como a membrana esverdeada e transparente de um sapo cantando.

Minha voz era cortejada. Buquês eram atirados para ela. Dinheiro era investido nela. Homens caíam de joelhos diante dela. Aplausos voavam em volta dela como bandos de pássaros vermelhos.

Convites para apresentações choviam sobre nós. Todos os melhores lugares nos desejavam, e todos ao mesmo tempo, porque, como as pessoas diziam – embora não para mim -, a minha voz só duraria um certo tempo.. Depois, como ocorre com as vozes, ela começaria a encolher. Finalmente ela me abandonaria, e eu ficaria sozinha, desnudada – um galho morto, uma nota de rodapé.

Começou a acontecer, o encolhimento. Só eu percebi por enquanto. Tem uma pequena prega em minha voz, uma pequena ruga. O medo penetrou em mim, uma injeção de éter, contraindo o que em outra pessoa seria o meu coração.

Agora está noite: as luzes de néon se acenderam, a agitação enche as ruas. Nós estamos sentadas neste quarto de hotel, minha voz e eu; ou melhor, nesta suíte de hotel, porque ainda é só o que há de melhor para nós. Estamos tomando coragem. Quanto me resta de vida? Aliás, quanto me sobra: minha voz já gastou quase tudo. Eu lhe dei todo o meu amor, mas ela é apenas uma voz, nunca poderá retribuir esse amor.

Embora esteja começando a se deteriorar, minha voz continua voraz como sempre. Mais voraz. Ela quer mais, mais e mais, mais de tudo o que já obteve até agora. Ela não vai me largar facilmente.

Em breve estará na hora de sairmos. Vamos participar de um evento brilhante, nós duas, acorrentadas uma à outra como sempre. Usarei seu vestido favorito, seu colar favorito. Eu a envolverei com uma pele para protegê-la dos golpes de ar. Depois desceremos para o saguão, fulgurantes como gelo, minha voz presa como um vampiro invisível à minha garganta.”

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